A língua brasileira de sinais no processo de inclusão dos surdos: o caso de Teixeira de Freitas/Ba

Autores

  • João Rodrigues Pinto Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia baiano - campus Teixeira de Freitas/BA
  • Sarys Fernandes da Silva Capeleiro FACTEP

Palavras-chave:

Libras, Tradutor-intérprete, Inclusão

Resumo

O artigo apresenta um estudo sobre a mediação do tradutor e intérprete da Língua Brasileira de Sinais (ILS), nas instâncias educacionais, visando à ampliação das perspectivas sobre a formação deste profissional. Apresenta como suporte metodológico a descrição de uma pesquisa sobre o trabalho do intérprete na educação, socialização e construção da cidadania em torno da comunidade dos surdos no município de Teixeira de Freitas, Extremo Sul da Bahia. Trata-se, portanto de uma abordagem pertinente que traz à tona a vez e a voz daqueles que tem desenvolvido uma atividade laboral voluntária em prol da pessoa surda que ainda vive as dificuldades comuns de quem é portador dessa condição. O papel do tradutor/intérprete é de extrema importância na composição e resgate da cidadania da pessoa surda, seja na escola, na família, comunidade e, principalmente no mercado de trabalho. O estudo abre uma janela para a inclusão da Língua Brasileira de Sinais na pedagogia-nossa-de-cada-dia

Biografia do Autor

João Rodrigues Pinto, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia baiano - campus Teixeira de Freitas/BA

Doutorando em Linguística (PUC-Minas); Mestre em Teatro, Cultura e Educação /UNIRIO; afiliação institucional: professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia baiano - campus Teixeira de Freitas/BA

Sarys Fernandes da Silva Capeleiro, FACTEP

Graduada em Pedagogia pela FACTEF, Especialista em LIBRAS; professora/intérprete de LIBRAS

Referências

BRASIL. Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativas especiais. Brasília: CORDE, 1994.
_____ Constituição Federal (1988). Rio de Janeiro: FAE, 1988.
_____ Ministério da Educação e Cultura. Lei de diretrizes Bases Nacionais da Educação Nº. 9.394/96. Brasília: MEC/SEF/SEESP, 1998 b.
_____ Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: adaptações curriculares. Brasília: MEC/SEF/SEESP, 1998.
_____ Lei nº.10.436/2002. Diário Oficial da União. 24 de abril 2002.
_____ Lei nº.5.626/2005. Diário Oficial da União. 22 de dezembro de 2005.
CAPOVILLA, F. C. Filosofia Educacionais em surdez: Oralismo, Comunicação Total e Bilingüismo. In: Ciência Cognitiva: Teoria Pesquisa e aplicação, v.1, n. 2,1997 (pp. 561-588).
CARVALHO, R. E. Integração e inclusão: do que estamos falando? Educação Especial: tendências atuais. (Boletim: TVE),1999.
FARIA, M. C. C. S. O direito de ser diferente em sociedade: a problemática da integração escolar. São Paulo: Revista Brasileira de Educação Especial, 1993.
FÓRUM – Instituto Nacional de Educação dos Surdos: A Importância da Linguagem Corporal expressiva da Libras. vol., 11,(jan/jun.) INES: Rio de Janeiro, 2005.
INES. Surdez e Universo Educacional (Anais do Congresso - set. 2005). In: Corpo e Espaço nas Línguas de Sinais. Rio de Janeiro: INES, 2005.
INES. O Instituto Nacional de Educação de Surdos/INES e a Educação de Surdos no Brasil – Aspectos da trajetória do Instituto Nacional de Educação de Surdos em seu percurso de 150 anos. v.01, dez/07. Rio de Janeiro: INES, 2007.
LOPES, M. C. A mediação material e sígnica no processo de integração de crianças surdas. In: SKILIAR, C. (org). Educação x Exclusão: abordagens sócio antropológicas em educação especial. Porto Alegre: Mediação, 1997.
PETERSON, J. E. Comunicando com as mãos. São Paulo, Ed. Shekinah, 1987.
QUADROS, R. M. Educação de Surdos: a aquisição da linguagem. Porto Alegre: Artmed, 1997.
______ Língua Brasileira de Sinais: Estudos Lingüísticos. Porto Alegre. Artmed, 2004
______ O tradutor e Intérprete de Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa / Secretaria de Educação Especial; Programa de Educação Nacional de Apoio à Educação de Surdos – Brasília: MEC; SEESP, 2004
REVISTA Espaço, nº.20 (Dez./2002 – julho 2003). Educação. In: A Linguagem e a Surdez. INES: Rio de Janeiro, 2003.
SAUSSURE, F. de. Curso de linguagem geral. 20 ed. São Paulo: Cultrix, 1995.
SKLIAR, C. Um Olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação. 1998.
TERRA, E. Linguagem, língua e fala. São Paulo: Scipione, 1997.
VYGOTSKY, Lev Semenovich. (1928). Pensamento e Linguagem. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
VERAS, V. Acolhendo gestos. I Seminário de Intérprete de língua de sinais: O Intérprete na sala de aula a prática da diferença. (palestra), Salão Vermelho da Prefeitura Municipal de Campinas: Campinas, 2002.

Downloads

Publicado

2019-07-05

Como Citar

JOÃO RODRIGUES PINTO; SARYS FERNANDES DA SILVA CAPELEIRO. A língua brasileira de sinais no processo de inclusão dos surdos: o caso de Teixeira de Freitas/Ba. Revista Virtual Lingu@ Nostr@, [S. l.], v. 3, n. 1, p. 122–144, 2019. Disponível em: https://linguanostra.net/index.php/Linguanostra/article/view/49. Acesso em: 10 ago. 2022.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

Obs .: Este plugin requer que pelo menos um plugin de estatísticas / relatório esteja ativado. Se seus plugins de estatísticas fornecerem mais de uma métrica, selecione também uma métrica principal na página de configurações do site do administrador e / ou nas páginas de configurações do gerente da revista.