A (in)subordinação da oração subjetiva: entre a originalidade e a cópia ideológica

Autores

  • Magali de Albuquerque Kruger Petrak Instituto Pró-Universidade Canoense – IPUC - Canoas/RS
  • Ronei Guaresi Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB

Palavras-chave:

Sintagrama, Determinante, Determinado, Subordinação, Conjunção

Resumo

Dequi propõe a utilização de sintagramas para a identificação de determinante e determinado entre os elementos constitutivos de um enunciado. A partir dessa identificação é possível analisar a questão da subordinação. A análise sobre a determinância permite a defesa da tese da não subordinação da oração subjetiva, proposição que vai de encontro à gramática tradicional e aos manuais escolares. Na análise pelos sintagramas observa-se que recaem para o sujeito todas as informações contidas no enunciado. Esse raciocínio, desenvolvido por Dequi (2006 [1976]), permite a afirmação de que o sujeito, lógica e sintaticamente, é termo soberano e nunca será determinante. Ao considerar a subordinação, outro elemento usado geralmente equivocadamente é a conjunção dita subordinativa integrante: o QUE. Segundo Dequi esse QUE apenas marca a forma desenvolvida do determinado e do determinante. Quem subordina, segundo o autor, não é a conjunção, mas a função sintática da palavra ou da oração. Se o elemento subordinativo fosse a conjunção, não haveria orações reduzidas subordinadas, não haveria palavras subordinadas, nos mostra o autor. Por fim, em comparação cronológica e de conteúdo sobre o aspecto acima, confrontamos as proposições de Dequi com o artigo A oração invisível de Bernardes (2009). O resultado da análise sugere haver cópia ideológica das proposições do CES, haja vista os inúmeros aspectos semelhantes.

Biografia do Autor

Magali de Albuquerque Kruger Petrak, Instituto Pró-Universidade Canoense – IPUC - Canoas/RS

Licenciada em Letras pela Universidade Luterana do Brasil – ULBRA. Pós-graduada em Neopedagogia da Gramática pela Faculdade de Tecnologia IPUC – FATIPUC. Professora no Ensino Fundamental no Instituto Pró-Universidade Canoense – IPUC –, de Canoas/RS

Ronei Guaresi, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB

Licenciado em Letras pela Universidade do Contestado. Mestre em Linguística e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Doutor em Linguística e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB

Referências

Dequi propõe a utilização de sintagramas para a identificação de determinante e determinado entre
os elementos constitutivos de um enunciado. A partir dessa identificação é possível analisar a questão da subordinação. A análise sobre a determinância permite a defesa da tese da não
subordinação da oração subjetiva, proposição que vai de encontro à gramática tradicional e aos
manuais escolares. Na análise pelos sintagramas observa-se que recaem para o sujeito todas as
informações contidas no enunciado. Esse raciocínio, desenvolvido por Dequi (2006 [1976]), permite a
afirmação de que o sujeito, lógica e sintaticamente, é termo soberano e nunca será determinante. Ao
considerar a subordinação, outro elemento usado geralmente equivocadamente é a conjunção dita
subordinativa integrante: o QUE. Segundo Dequi esse QUE apenas marca a forma desenvolvida do
determinado e do determinante. Quem subordina, segundo o autor, não é a conjunção, mas a função
sintática da palavra ou da oração. Se o elemento subordinativo fosse a conjunção, não haveria
orações reduzidas subordinadas, não haveria palavras subordinadas, nos mostra o autor. Por fim, em
comparação cronológica e de conteúdo sobre o aspecto acima, confrontamos as proposições de
Dequi com o artigo A oração invisível de Bernardes (2009). O resultado da análise sugere haver cópia
ideológica das proposições do CES, haja vista os inúmeros aspectos semelhantes.

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Publicado

2019-07-04

Como Citar

DE ALBUQUERQUE KRUGER PETRAK, M.; GUARESI, R. . A (in)subordinação da oração subjetiva: entre a originalidade e a cópia ideológica. Revista Virtual Lingu@ Nostr@, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 103–118, 2019. Disponível em: https://linguanostra.net/index.php/Linguanostra/article/view/6. Acesso em: 10 ago. 2022.

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