A escrita da história, o(s) sentido(s) e o esquecimento

Autores

  • Leonardo Teixeira de Freitas Ribeiro Vilhagra Universidade Federal do Espírito Santos - UFES

Palavras-chave:

Michel de Certeau, Análise do Discurso, Esquecimento

Resumo

O tema deste trabalho gira em torno de a interface entre a produção historiográfica de Michel de Certeau (2002), contida em “A escrita da história” e os pressupostos da Análise do Discurso francesa. Em relação a isso, somos guiados pelo seguinte problema: existe uma interface entre a produção historiográfica de Certeau e os pressupostos da Análise do Discurso francesa? O objetivo principal aqui é promover reflexões do procedimento teórico-metodológico concebido pelo historiador francês com a Análise do Discurso francesa, principalmente, em relação ao dito e ao não-dito associado ao conceito de esquecimento (PÊCHEUX, 1995). Acreditamos que há uma profunda aproximação entre ambos, ainda mais que essa vertente da linguística tem como meta estudar a produção de sentidos feita pelos sujeitos em qualquer situação comunicativa.

Biografia do Autor

Leonardo Teixeira de Freitas Ribeiro Vilhagra, Universidade Federal do Espírito Santos - UFES

Graduado em Letras – Português e mestrando em Linguística, Programa de Pós-Graduação em Linguística da  Universidade Federal do Espírito Santos - UFES, bolsista da CAPES

Referências

ALTHUSSER, L. Aparelhos Ideológicos do Estado. Rio de Janeiro: Graal, 1970/1992.
BARBOSA, Adriel Moreira. Tempo e lugar em Michel de Certeau implicações para os estudos de religião. Ciencias Sociales y Religón/ Ciências Sociais e Religião, Porto Alegre, ano 17, n. 23, p. 203-215, ago-dez. 2015. Disponível em:http://www.seer.ufrgs.br/CienciasSociaiseReligiao/article/viewFile/53442/35798. Acesso em 15 de abril de 2017.
BRANDÃO, Helena Hathsue Nagamine. Introdução à análise do discurso. 2ª ed. ver. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2004.
CARDOSO, Irene. Narrativa e História. Tempo Social; Rev. Sociol. USP, S. Paulo, 12(2): 3-13, novembro de 2000. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ts/v12n2/v12n2a2. Acesso em 17 de abril de 2017.
COSTA, Marcos Antonio. Estruturalismo. In: MARTELOTTA, Mário Eduardo (org.). Manual de linguística. 2. ed., 1ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2012.
FERREIRA, Maria Cristina Leandro. análise do discurso e suas interfaces: o lugar do sujeito na trama do discurso. Organon, v. 24, n 48, 2010. Disponível em: http://seer.ufrgs.br/organon/article/view/28636. Acesso em 05 de maio de 2017.
LIRA, Silvano Fidelis de. Um pensamento inquieto: os caminhos de Michel de Certeau. Aedos, n 13, vol. 5 - Ago/Dez, 2013.
MUSSALIM, Fernanda. Análise do discurso. In: MUSSALIM, Fernanda; BENTES, Ana Cristina. Introdução à linguística: domínios e fronteiras. Vol. 2. São Paulo: Cortez, 2001.
NUNES, Daniela. Pesquisa historiográfica: desafios e caminhos. Revista de Teoria da História, Ano 2, Número 5, junho/ 2011. Disponível em: http://www.historia.ufg.br/up/114/o/Artigo_2._NUNES.pdf. Acesso em 13 de abril de 2017.
OHARA, João Rodolfo Munhoz. O historiador como passeur: considerações sobre Michel de Certeau e o ofício do historiador. Cad. Pesq. Cdhis, Uberlândia, v.25, n.2, jul./dez. 2012. Disponível em: http://www.seer.ufu.br/index.php/cdhis/article/view/15152/11837%20Ohara. Acesso em 15 de abril de 2017.
ORLANDI, Eni Pulcinelli. Autoria e Interpretação in: Interpretação. Autoria, leitura e efeitos do trabalho simbólico. Petrópolis, RJ. Vozes: 1996.
______. O que é linguística? 2ª ed. São Paulo: Brasiliense, 2009.
______. Análise de Discurso: princípios e procedimentos. 12 ª ed, Pontes Editora, Campinas, SP, 2015.
______. Apontamentos sobre discurso, imaginário social e conhecimento. Um mapa da crítica nos estudos da linguagem e do discurso. 06/2016, ed. 1, Pontes, pp. 20, pp.95-114, 2016.
PÊCHEUX, Michel; FUCHS, C. A propósito da análise automática do discurso: atualização e perspectivas. Trad. P. Cunha. In: GADETH, F.; HAK, T. (Orgs.). Por uma análise automática do discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Campinas: Editora da Unicamp, 1990.
______. Semântica e Discurso: Uma crítica à formação do óbvio. Tradução Eni Pulcinelli Orlandi [et al.] 2 ed. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1995.
POSSENTI, Sírio. Os limites do discurso. São Paulo: Parábola Editorial, 2009c.
SAUSSURE, de Ferdinand. Curso de linguística geral. Organização Charles Bally e Albert Sechehaye; com colaboração de Albert Riedllinger; prefácio à edição brasileira de: Isaac Nicolau Salum; [tradução Antônio Chelini, José Paulo Paes, Izidoro Bliks-tein]. – 28 ed. São Paulo: Cultrix, 2012.

Downloads

Publicado

2019-07-06

Como Citar

LEONARDO TEIXEIRA DE FREITAS RIBEIRO VILHAGRA. A escrita da história, o(s) sentido(s) e o esquecimento. Revista Virtual Lingu@ Nostr@, [S. l.], v. 5, n. 1, p. 112–127, 2019. Disponível em: https://linguanostra.net/index.php/Linguanostra/article/view/88. Acesso em: 30 set. 2022.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

Obs .: Este plugin requer que pelo menos um plugin de estatísticas / relatório esteja ativado. Se seus plugins de estatísticas fornecerem mais de uma métrica, selecione também uma métrica principal na página de configurações do site do administrador e / ou nas páginas de configurações do gerente da revista.